Ó MAR Ó MAR Ó MAR, PACÍFICO…


15 De Julho 2010
Quinta-feira, a bordo da Barca os dias sucedem-se tranquilamente ao sabor da rotina diária, 178º dia de missão, navegamos neste Oceano imenso de nome “Oceano Pacífico” como um dia Fernão Magalhães apelidou, rumamos a terras Nipónicas a cidade de Tóquio . Ao fim de dez dias, desde que zarpamos de Honalulu, onde já percorremos 2070 milhas (3833 km), de uma tirada de 3450 milhas (6389 km), navegamos ao rumo 270 a velocidade de 9.2 kn (à maquina) na posição 28o57’03’’ N e 165o34’07’’E.
Dias agradáveis, com muito calor, onde se aproveita para fazer alguns serviços nas secções, no Grande, onde se beneficia a escada de portaló de Estibordo, já se tinha beneficiado a escada de portaló de bombordo na tirada anterior, e de um modo geral prepara-se o navio para mais um porto onde é esperada uma afluência numerosa de muitos visitantes. Nesta tirada que de alguma maneira é grande (19 dias), onde se realiza mais um torneio de Futconvés “Torneio do Pacífico” no qual tem ocupado as tardes quentes com alguns “derbies” a mistura, com jogos bem durinhos para aquecer ainda mais o ambiente, de vento em popa vai a TV Bigodes com o telejornal diário “Bigodes News” onde a noticia é sempre verdadeira “as vezes!” Mais um excelente trabalho do produtor e realizador Mar. Pinto. Hoje 15 de Junho realizou-se mais um famoso jantar da “Confraria Belzebu” onde se desgostou um excelente repasto, como não poderia deixar de ser, Lombinhos de Vitela em cama de Abacaxi Flambé, arroz Tóquio , Brócolos a Nagasaki, regados com o Néctar dos Deuses Monte Velho da famosa herdade do Esporão, como sobremesa, aquelas chafurdices do cabo TFP Cristo (que por sinal são óptimas), o propósito do evento: Adestramento com vista a uma faena nocturna! Algo Imprevisto… Assim se vai passando os dias a borda desta majestosa Barca.

Linha Internacional da Data

22h / 23h dia 11 Julho 2010
Quando a "barca" transpôs a Linha Internacional da Data passando da longitude Leste para a longitude Oeste ( 179º59'59''E para 179º59'59''W ) na latitude ( 26º7'59''N).




A Linha Internacional da Data, que tem como extremidades o Pólo Norte e o Pólo Sul, separa o ontem do hoje (estando colocado a oeste da linha) ou noutra óptica o hoje do amanhã (estando colocado a leste da linha).
Desfasadas de 12 horas, ambas as linhas sombra- sol, que estabelecem as mudanças dia-noite e noite-dia, podem ser compreendidas como enormes ponteiros de relógio que, por hábito, se encontra dividido em 24 intervalos, ou seja, 24 horas, tantas quanto tem a duração do dia.
Não sendo viável, nem prático, cada lugar dispor da sua própria hora regulada com o movimento do sol, na sequencia dos trabalhos que sucederam à Internacional Meridian Conference, que teve lugar em 1884, optou-se, de forma prática, pela divisão dos 360o da circunferência terrestre, no Equador, pelas 24 horas da duração do dia.
A cada um destes intervalos (fusos) horários correspondem 15 graus de longitude, sendo que o fuso zero, ou zulo (z), se encontra centralizado no Meridiano de Greenwich, dividido 7,5 graus para Leste e outros tantos para Oeste. A partir deste, seguem-se em cada hemisfério, 11 fusos de 15 graus e um último com apenas 7,5 graus, que limita com o meridiano dos 180 graus. Isto faz um total de 24 fusos horários, pois nestes dois últimos regista-se a mesma hora, mas em dias imediatos.
No que respeita a mudança da data, na verdade existem sempre duas linhas que separam dois dias seguidos, uma fixa a Linha Internacional da data, o outra que sendo móvel, esta relacionada com o movimento do sol, sendo responsável pelo contínuo adiantar do dia nos diferentes fusos horários. Assim sendo funciona por saltos de uma hora, ou seja, a meia-noite de cada fuso, acrescenta-se um dia à data do lugar.
Sendo assim a Linha Internacional da Data não é mais do que uma linha imaginária, que separa dois dias consecutivos, se esta for cruzada navegando de Leste para Oeste, que é o nosso caso, soma-se um dia (24 horas), sem se alterar a hora do fuso anterior (-12), navegando em sentido contrário, ou seja de Oeste para Leste, retira-se um dia de (24 Horas), ficando a hora do fuso M (+12).

A partida de Honolulu, Hawai…


Ao 163º dia de missão, do dia 5 de Julho por volta das 09:40 o mestre apitou a faina geral de desatracação, é o fim da estadia em mais um porto Honolulu, Hawai, para muitos, o melhor até ao momento, muito sol, águas quentes de cor azul-turquesa, praias de areias brancas com muitas palmeiras. Largámos a ultima espia do cais e começamos a caçar pano, aderiças e escotas da vela de estai, bujarrona de dentro, estai da gávea e mezena baixa, seguidamente bujarrona de fora, giba, estai do joanete, estai do galope do grande, estai do gave top, estai do galope do gave tope e mezena alta, rumamos para uma posição onde carregamos todo o pano latino, guinando para oeste caçando todo o pano redondo porque o vento estava de feição, desfraldo assim as cruzes de Cristo, e desfilamos por de vante da bela cidade de Honolulu e da sua bela praia Waikiki para gáudio de milhares de pessoas, mais uma vez a linda “Barca “ em grande.
Ohau, ilha maravilhosa “Meca “ do surf mundial, apesar de nesta altura do ano não ser a melhor para a sua prática. É nesta ilha, onde fica situada a Base Naval de Pearl Harbor que ficou mundialmente conhecida pelas piores razoes, pois foi em 7 Dez de 1941 que a força aérea Japonesa desferiu um feroz ataque onde ceifou a vida a 2388 militares e civis, a perda de 21 navios e 170 aeronaves, desencadeando o envolvimento dos E.U.A na segunda guerra mundial, base de Pearl Harbort onde visitamos o memorial ao “ USS Arizona” que se encontra submerso, estivemos a bordo do” USS Missouri” (navio museu), grande couraçado que participou na segunda guerra mundial, e esteve presente cinco décadas depois na guerra do golfo. Na parte norte da ilha “North Shore” aproveitamos para visitar o Centro Cultural da Polinésia, 42 hectares de vida nativa destes povos que habitam nesta zona do globo (Hawai, Thaiti, Samoa, Tonga, Fiji, Marquesas, Easter Islands), onde saboreamos a sua óptima gastronomia, e contemplamos um maravilhoso espectáculo “Há: Breath of Life” uma historia de paixão onde é contada com muita musica, dança e fogo.
Ontem, 4 de Julho, dia onde se comemorou o dia da independência, dia muito significado para os Americanos. Fez ontem um ano que estávamos em Nova York.

Fotos da nossa estadia no Hawaii ...



Algumas fotos da nossa tirada San Diego - Hawaii

HAWAI - HONOLULU…


Honolulu é a maior cidade e capital do estado norte-americano de Hawai, bem como um dos quatro condados do estado, ocupando toda a ilha de Oahu. A sua área é de 5 509 km², sua população é de 876 156 habitantes, e sua densidade populacional é de 564 hab/km²
É incerta a data em que chegaram a Honolulu os primeiros emigrantes polinésios. Há teorias que avançam que foi fundada no início do segundo milénio antes de Cristo por uma comunidade oriunda da Polinésia. O que está claro é que algumas descrições verbais e artefactos indicam que no século XII haveria uma comunidade no local onde está hoje a cidade. No entanto, quando Kamehameha I conquistou Oahu na batalha de Nuuanu Pali, mudou a sua corte real da Ilha Havai para Waikiki em 1804. A corte voltou a mudar-se em 1809 para Honolulu.
O capitão inglês William Brown foi o primeiro estrangeiro a chegar ao local que é hoje o porto de Honolulu, em 1794. Desde então, um grande número de navios estrangeiros visita o porto, o que motivou a expansão de Honolulu, a partir do ponto frequentado por navios mercantes que viajam a partir da América do Norte e da Ásia.
Em 1845, por decisão do rei Kamehameha III, Honolulu torna-se na capital do Reino do Havai, substituindo a cidade de Lahaina, na ilha de Maui (que era capital do arquipélago desde 1820). Durante o seu reinado e o dos seus sucessores, Honolulu transformar-se-ia numa capital moderna, com a construção de edifícios como a Catedral de Santo André, o Palácio 'Iolani e Aliʻiōlani Hale. Ao mesmo tempo, Honolulu tornou-se o centro do comércio nas ilhas, com a fixação de grandes empresas na baixa de Honolulu, dirigidas pelos descendentes de missionários americanos.
Apesar da turbulenta história do final do século XIX e no início de século XX, que assistiu à queda da monarquia havaiana, à anexação pelos Estados Unidos da América e ao ataque a Pearl Harbor pelo Japão que forçaria os Estados Unidos a entrar na Segunda Guerra Mundial, Honolulu nunca deixou de ser a capital, maior cidade e principal porto das ilhas havaianas. Após a inclusão do Havai como estado da União, deu-se um boom económico e um crescimento rápido tanto em Honolulu como no Havai em geral. O transporte aéreo moderno traz à cidade milhões de visitantes todos os anos. Hoje, Honolulu é uma cidade com muitos arranha-céus modernos e é o centro da indústria do turismo no Pacífico, com centenas de hotéis e milhares de quartos.

Devido à uma localização próxima em relação à Linha do Equador, Honolulu possui um clima tropical, com altas temperaturas mesmo no ápice do inverno, entre Janeiro e Fevereiro, os meses mais frios da cidade. No inverno, as temperaturas chegam aos 27 °C ao dia e raramente são inferiores de 20 °C à noite. Apesar de não fazer muito frio, pode acontecer de a temperatura cair muito, como em Janeiro de 1969, em que a temperatura caiu para 11 °C em Janeiro, até agora a temperatura mais baixa já registada na cidade. No verão, a temperatura máxima pode superar os 30 °C e a mínima fica nos 23 °C. Apesar de Agosto ser o mês mais quente do ano na cidade, a temperatura mais alta foi registada em Setembro de 1994, no dia 19, com 35 °C. A temperatura média anual da cidade é 25 °C

CHEGADA AO HAWAI


28 De Junho de 2010
Mais uma tirada está prestes a finalizar, ao fim do 15º dia pelas 18:30 avistamos terra, o arquipélago do Hawai, são agora 21:00 temos pelo nosso bombordo as ilhas de Maui e Molokai, estando a algumas horas de atracar na ilha Oahu na cidade Honolulu. Ao fim desta tirada que teve a particularidade deter sido efectuada na sua totalidade a vela, 2353 milhas percorridas até ao momento, tirada como tantas outras, desta memorável viagem que nos leva aos quatro cantos do mundo, com a única diferença de termos embarcado em São Diego os cadetes do 2º ano da escola Naval do curso “Padre Fernando Oliveira” que nos irão acompanhar até ao final de Agosto. Duas semanas a navegar nestas águas pacíficas com ventos muito favoráveis, com temperaturas muito agradáveis, não é por acaso que estamos a chegar ao Hawai, quem diria que eu um dia ia estar nestas maravilhosas ilhas que ficam “plantadas” no Oceano Pacifico a meio caminho entre o Continente Americano e o Continente Asiático, só mesmo em sonho ou nos filmes, mas estando embarcado no N.R.P. Sagres tudo é possível. Durante estas duas semanas onde praticamente não quebramos a rotina diária, serviços pela manhã a tarde descanso das tropas, e muitos quartos (períodos de serviço) á mistura, onde festejamos o São João com pompa e circunstancia onde não faltou as populares marchas (marcha do osmose), e claro a bela sardinha assada, porque São João sem sardinha não é São João, também se disputou um Benfica-Sporting em veteranos (+ 35 anos) em Futconvés, claro a vitória sorriu ao glorioso por 5-4. O Benfica sempre em grande. Por falar em futebol, amanha a nossa selecção joga um jogo importante nos oitavos de final do campeonato do mundo com a Espanha, por aqui já se nota um nervoso miudinho entre a marujada pois estamos a poucas horas desse grande embate. Força Portugal…